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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026
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4 em 10 mulheres ficam em casa por medo, diz pesquisa

Para homens, o índice é de 3 em 10; diferença mostra como o medo da violência pesa mais sobre as mulheres

4 em 10 mulheres ficam em casa por medo, diz pesquisa
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Quatro em cada dez mulheres deixaram de sair à noite no último ano por medo de serem violentadas. O dado é da pesquisa “Os gatilhos da insegurança”, feita pelo Datafolha a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada no último domingo (10), segundo a CNN Brasil. Para as brasileiras, a insegurança não é só uma sensação: ela muda a vida.

Entre os homens, o índice cai para três em cada dez. A diferença pode parecer pequena, mas esconde uma realidade muito maior. Enquanto eles convivem com o medo, elas reorganizam a rotina por causa dele. São escolhas feitas todos os dias: qual rua pegar, a que horas voltar, se vale a pena sair.

Os números explicam o porquê. Todos os tipos de violência pesquisados ultrapassaram a marca de 80% de medo entre as mulheres, algo que não aconteceu em nenhum caso entre os homens. O roubo à mão armada e os golpes digitais lideram, com 86,6% cada. Ser morta em um assalto aparece com 86,2%. Ser assaltada na rua (83,2%), ter o celular roubado (83,6%), sofrer agressão sexual e ter a casa invadida (82,6% cada) e ser atingida por bala perdida (82,3%) completam a lista.

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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, responsável por encomendar a pesquisa, afirma que o mapa do medo feminino carrega no centro uma ameaça que os homens simplesmente não enfrentam da mesma forma. Não é exagero, não é falta de coragem. É uma experiência diferente de viver no mesmo país.

Sair à noite não é o único hábito afetado. Quase 38% das mulheres também pararam de circular com o celular na rua por medo de assalto, contra pouco menos de 29% dos homens. O medo, para elas, não tem hora marcada. Ele está na saída do trabalho, na ida ao mercado, na espera do ônibus.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoaspresencialmente em 137 municípiosdo país, com margem de erro entre 0,8 e 4,2 pontos percentuais.

POR REDAÇÃO

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