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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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Por que a Sexta-feira Santa é o único dia sem missa na Igreja Católica? Santuário de Aparecida explica o motivo

A Sexta-feira Santa marca a morte de Jesus Cristo e é vivida pela Igreja Católica em luto, silêncio, jejum e contemplação. Mesmo sem missa, há celebrações nas igrejas.

Por que a Sexta-feira Santa é o único dia sem missa na Igreja Católica? Santuário de Aparecida explica o motivo
Foto: Léo Nicolini
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O Santuário Nacional de Aparecida, maior igreja católica do Brasil e maior templo mariano do mundo, explicou por que a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra missa. O local é dedicado à Nossa Senhora Aparecida, santa Padroeira do Brasil, e atrai milhares de devotos todos os anos, que escolhem celebrar a Semana Santa e a Páscoa na cidade.

Segundo o padre Jorge Américo, missionário redentorista e prefeito de Igreja do Santuário, a ausência da missa tem um significado profundo, porque esse é o dia em que os fiéis recordam a morte de Jesus e vivem um momento de luto e reflexão.

“A missa é sempre a atualização desse sacrifício, mas, na Sexta-feira Santa, a Igreja opta por não celebrá-la justamente para destacar que Cristo já se ofereceu de modo histórico e real na cruz. É um dia de silêncio, luto e adoração diante desse mistério. É o único dia do ano em que não se celebra a Missa”, explicou.

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A Sexta-feira Santa é marcada por um clima de silêncio e introspecção nas igrejas. Não há cantos festivos nem toque de sinos, e os espaços ficam mais simples, sem enfeites.

“É o silêncio da criação diante da morte do seu Senhor. É um silêncio litúrgico, espiritual e também existencial. A Igreja se une à dor de Cristo e convida os fiéis à contemplação desse mistério”, contou.

A ausência da consagração da eucaristia e dos elementos festivos também tem caráter simbólico, segundo o padre.

“Sem consagração, a Igreja vive o chamado jejum eucarístico. Os sinos ficam em silêncio, o altar sem toalhas e a igreja mais austera refletem o luto pela morte de Cristo”, destacou.

A prática de não celebrar missa na Sexta-feira Santa é antiga e remonta aos primeiros séculos do cristianismo.

“Já no século IV há registros de celebrações da Paixão sem missa em Jerusalém. Hoje, essa é uma norma seguida em todo o mundo, com unidade no rito”, afirmou.

Mesmo sem missa, há celebração nas igrejas. Na Sexta-feira Santa, é realizada a chamada Ação Litúrgica da Paixão do Senhor, dividida em três momentos:

  • Liturgia da Palavra: leitura da Paixão de Cristo, geralmente segundo o Evangelho de João, e orações pelos fiéis e pelo mundo;
  • Adoração da Cruz: os fiéis veneram o símbolo central da fé cristã;
  • Comunhão eucarística: com hóstias consagradas na Quinta-feira Santa.

Para os católicos, a morte de Jesus é o centro da fé cristã. A tradição também aponta que, apesar de parecer uma vitória da morte, a Sexta-feira Santa representa a vitória da vida.

“Cristo oferece a si mesmo pelos pecados da humanidade. É a expressão do amor extremo de Deus e o momento em que se estabelece uma nova aliança, de reconciliação entre Deus e os homens”, afirmou o padre.

 

“Sem a Sexta-feira Santa, não há compreensão da Páscoa. A cruz revela a gravidade do pecado, a profundidade do amor de Deus e o preço da nossa salvação”, concluiu o religioso.
POR REDAÇÃO

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