Uma pesquisa internacional acende o alerta para a saúde dos jovens: cerca de 70% dos adolescentes não dormem o suficiente. O dado, baseado em um estudo com mais de 120 mil participantes, publicada na revista científica Jam, revela um cenário preocupante em que o uso do celular à noite aparece como o principal fator que prejudica o sono.
De acordo com especialistas, a privação de sono na adolescência é resultado de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais. Nessa fase da vida, o organismo tende naturalmente a funcionar em um ritmo mais “noturno”, fazendo com que os jovens sintam sono mais tarde. No entanto, compromissos como a escola pela manhã obrigam a acordar cedo, gerando um déficit contínuo de descanso.
A luz emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável por induzir o sono, dificultando o adormecer e reduzindo a qualidade do descanso. Além disso, aplicativos e redes sociais estimulam o cérebro, mantendo o adolescente em estado de alerta mesmo à noite.
Dormir mal pode impactar diretamente o aprendizado, a memória e o equilíbrio emocional. Estudos também apontam relação com alterações hormonais, aumento do apetite e maior risco de obesidade, já que a falta de sono desregula hormônios ligados à fome e à saciedade.
Especialistas recomendam que adolescentes durmam entre 8 e 10 horas por noite. Para melhorar a qualidade do sono, orientações simples podem ajudar, como evitar o uso de telas antes de dormir, manter horários regulares e criar um ambiente adequado no quarto.