A paralisação dos funcionários da Urbam pode voltar a acontecer em São José dos Campos. O Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio (SEAAC) convocou uma nova assembleia para esta quinta-feira (21), às 6h30, na frente da sede da empresa, quando os trabalhadores decidirão se retomam a greve encerrada no último dia 23 de abril, após acordo provisório mediado pela Justiça do Trabalho.
A nova mobilização ocorre porque, segundo o sindicato, a empresa não apresentou nenhuma proposta formal dentro do prazo de dez dias determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho. A decisão judicial havia estabelecido que a Urbam elaborasse um estudo sobre reajuste salarial e aumento do vale-refeição para tentar solucionar o impasse com os trabalhadores. O prazo terminou nesta terça-feira (19) sem apresentação oficial de proposta à categoria.
Entre as principais reivindicações dos funcionários está o pagamento de adicional de insalubridade para trabalhadores da varrição urbana. De acordo com os servidores, as equipes ficam expostas diariamente a agentes contaminantes, como fezes de animais, lixo orgânico e resíduos diversos, além de enfrentarem longos períodos sob forte exposição ao sol, sem qualquer compensação financeira adicional pelas condições de trabalho.
Os trabalhadores também cobram melhorias salariais e reajuste no valor do vale-refeição, alegando defasagem nos benefícios e dificuldades enfrentadas pela categoria diante do aumento do custo de vida.
A assembleia desta quinta deve reunir funcionários de diferentes setores da Urbam e poderá definir pela retomada imediata da paralisação caso não haja avanço nas negociações com a empresa.
A greve anterior dos funcionários da Urbam durou dez dias e impactou diretamente serviços públicos em São José dos Campos, especialmente coleta de lixo e varrição de ruas. A paralisação foi encerrada após intervenção do Tribunal Regional do Trabalho, que determinou que a empresa e a Prefeitura apresentassem, no prazo de dez dias, medidas concretas para solucionar o impasse. Segundo o sindicato, no entanto, tanto a Urbam quanto a Prefeitura não cumpriram a determinação judicial dentro do prazo estabelecido, o que motivou a convocação da nova assembleia.