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Sexta-feira, 26 de Junho de 2026
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Morte de Preta Gil reforça importância da prevenção ao câncer colorretal

Doença pode ultrapassar 70 mil casos por ano no Brasil até 2040, e rastreamento precoce é decisivo para salvar vidas

Morte de Preta Gil reforça importância da prevenção ao câncer colorretal
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A morte da cantora e apresentadora Preta Gil, aos 50 anos, neste domingo (20), vítima de um câncer colorretal, reforça a urgência de ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce da doença que mais cresce no Brasil e já mata mais de 20 mil pessoas por ano.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 45 mil novos casos de câncer colorretal por ano entre 2023 e 2025. E a projeção para 2040 é alarmante: mais de 70 mil casos anuais, um crescimento superior a 20%.

Diante desse cenário, a coloproctologista Dra. Fernanda Letícia Cavalcante reforça que a principal arma contra a doença é o rastreamento regular. “É urgente ampliar o acesso à colonoscopia a partir dos 45 anos. Detectar pólipos ainda benignos é o que salva vidas”, afirma.

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Doença silenciosa e prevenível

O câncer colorretal — que afeta o intestino grosso e o reto — pode se desenvolver de forma silenciosa por anos. Quando detectado no início, tem altas chances de cura. No entanto, muitos casos no Brasil ainda são diagnosticados em estágios avançados.

Perder uma figura como Preta Gil comove o país, mas deve também nos mobilizar para a urgência do diagnóstico precoce. O câncer colorretal tem prevenção.

Prevenção, acesso e políticas públicas

O rastreamento regular por colonoscopia é recomendado a partir dos 45 anos, mesmo na ausência de sintomas. Para quem tem histórico familiar da doença, o acompanhamento deve começar antes.

Apesar disso, a falta de políticas públicas eficazes e a limitação de acesso ao exame na rede pública dificultam a detecção precoce. Dra. Fernanda defende campanhas permanentes de conscientização e maior investimento em prevenção.

Sinais de alerta e fatores de risco

Entre os principais fatores de risco estão alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar.

Alterações persistentes no hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dores abdominais e perda de peso sem causa aparente são sintomas que devem motivar uma investigação médica.

Legado e conscientização

Mais do que números, a perda de Preta Gil representa um alerta para milhares de famílias brasileiras. A conscientização sobre o câncer colorretal, seus sintomas e formas de prevenção é fundamental para mudar esse cenário.

É possível evitar mortes. O que precisamos é de informação, acesso e políticas de saúde que priorizem o rastreamento. O silêncio do câncer de intestino não pode ser maior do que a nossa voz pela vida.

POR REDAÇÃO

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