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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
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Indiciamento de Bolsonaro pela PF no caso das joias chega ao STF

A PF protocolou no STF os documentos do indiciamento de Jair Bolsonaro e de mais 11 pessoas na investigação sobre a venda de joias recebidas de presente pelo governo brasileiro

Indiciamento de Bolsonaro pela PF no caso das joias chega ao STF
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A Polícia Federal protocolou no STF (Supremo Tribunal Federal) os documentos do indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais 11 pessoas na investigação sobre a venda de joias recebidas de presente pelo governo brasileiro. A entrega foi feita nesta sexta-feira (5).

O inquérito ainda não chegou ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na corte. Assim, qualquer nova decisão em relação à manutenção do sigilo, por exemplo, ainda não foi decidida. As movimentações no processo devem ocorrer a partir da próxima semana.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conversa com o seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid. Adriano Machado Reuters Adriano Machado/Reuters **** Bolsonaro foi indiciado sob suspeita dos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e peculato/apropriação de bem público.

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Ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Mauro Cid foi apontado como suspeito dos três crimes. Fabio Wajngarten e Frederick Wassef, advogados de Bolsonaro, foram citados por lavagem e associação criminosa, assim como o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, que teria ajudado na venda das joias, e o ex-assessor de Bolsonaro Osmar Crivelatti.

Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030 por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral, o ex-presidente já havia sido indiciado em março pela PF em outro inquérito, envolvendo a falsificação de certificados de vacinas contra a Covid-19.

Além do caso da venda das joias e da carteira de vacinação, Bolsonaro é alvo de outras linhas de investigações, que apuram os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Parte dessas apurações está no âmbito do inquérito das milícias digitais relatado por Moraes e instaurado em 2021, que podem em tese resultar na condenação de Bolsonaro em diferentes frentes.

Caso seja processado e condenado pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa, Bolsonaro poderá pegar uma pena de até 23 anos de prisão e ficar inelegível por mais de 30 anos.

FONTE/CRÉDITOS: da Folhapress
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POR REDAÇÃO

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