Um novo estudo realizado pela Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos, apontou que adotar hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos, manter uma alimentação equilibrada e se engajar socialmente, pode melhorar o desempenho cognitivo em pessoas com risco aumentado de desenvolver demência.
O levantamento acompanhou mais de 2 mil idosos entre 60 e 79 anos ao longo de dois anos. Nenhum dos participantes apresentava comprometimento cognitivo no início, mas todos tinham fatores de risco para demência, como histórico familiar e pressão alta.
Metade seguiu um programa estruturado com encontros presenciais, treinos, jogos cognitivos e atividades sociais. O outro grupo recebeu orientações e materiais educativos para seguir por conta própria. Ao final, ambos os grupos apresentaram melhora na cognição, com resultados levemente superiores no grupo que teve acompanhamento intensivo.
Porém, não é possível comparar com o cenário real, pois o estudo não incluiu um grupo que não recebeu nenhuma intervenção. “Não acreditávamos que fosse ético” ter um “grupo que não receberia nada”, explicou Heather M. Snyder, vice-presidente sênior de relações médicas e científicas da Associação de Alzheimer.
Apesar dos bons resultados, especialistas alertam que os benefícios podem estar ligados a outros fatores, como o fato dos participantes estarem mais atentos aos testes cognitivos.
Mesmo assim, a pesquisadora Laura Baker, responsável pelo estudo, defende que atrasar o envelhecimento cerebral em até dois anos (como estimado nos melhores casos) pode fazer diferença na vida dessas pessoas.