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Quarta-feira, 29 de Julho de 2026
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Empréstimo pessoal chega aos maiores juros da série histórica em 2025

Em doze meses taxa média sobe 4% e diferenças entre bancos superam 50%

Empréstimo pessoal chega aos maiores juros da série histórica em 2025
Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
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A taxa média de juros do empréstimo pessoal chegou ao maior patamar em 28 anos, segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP. Em 2025, a taxa anualizada alcançou 8,13 pontos percentuais, o nível mais alto desde o início da série histórica, em 1997, de acordo com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor.

O cenário é reflexo de dois movimentos recentes no mercado financeiro: a limitação dos juros do cheque especial – imposta pelo Banco Central em novembro de 2019 – e a elevação da taxa Selic, que encerrou 2025 em 15%, após sucessivas altas determinadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Em dezembro, a taxa média para contratos de empréstimo pessoal parcelados em 12 vezes atingiu 8,35 p.p. ao mês, alta de 4,11% em comparação com janeiro do mesmo ano, quando estava em 8,02 p.p. ao mês.

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Diferença entre bancos passa de 50%

O levantamento também aponta grande desigualdade entre as taxas praticadas pelas instituições financeiras. No empréstimo pessoal, o Banco do Brasil cobra 6,58 p.p. ao mês, enquanto o Santander aplica 9,99 p.p. ao mês — uma diferença que ultrapassa 51%.

“As taxas de juros continuam altas e apresentam grandes disparidades entre as instituições financeiras”, destaca o relatório do Procon-SP.

O relatório completo pode ser consultado no site do órgão de defesa do consumidor.

Cheque especial segue no limite

Em relação ao cheque especial, a taxa média ficou praticamente estável: 7,97 p.p. ao mês em 2025, contra 7,96 p.p. ao mês em 2024. Todos os bancos encerraram o ano praticando o teto permitido pelo Banco Central, de 8 p.p. ao mês para pessoas físicas.

Bradesco, Caixa, Itaú, Safra e Santander mantiveram essa taxa durante todo o ano, enquanto o Banco do Brasil só adotou o limite no último trimestre.

Mercado pressionado pela Selic e inflação

O aumento dos juros está diretamente associado ao comportamento da economia ao longo de 2025. Além da inflação acima da meta, o Banco Central considerou fatores como desvalorização cambial, aquecimento do mercado de trabalho, pressões fiscais e o cenário internacional para elevar os juros básicos.

De acordo com o Procon-SP, as taxas ao consumidor também são afetadas por outras variáveis, como inadimplência, custos operacionais, tributos e lucro das instituições – fatores que influenciam o spread bancário, que segue elevado no país.

Orientação ao consumidor

O Procon-SP reforça que o consumidor deve usar o crédito com cautela, evitando contrair dívidas quando não houver necessidade real. A recomendação é planejar o orçamento, comparar condições entre bancos e buscar alternativas antes de assumir compromissos financeiros.

O objetivo do levantamento é informar a população sobre o comportamento do mercado e incentivar um uso mais consciente e responsável do crédito.

 

POR REDAÇÃO

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