O preço da cesta básica voltou a subir no Vale do Paraíba em abril e registrou a maior alta mensal em mais de um ano, de acordo com levantamento divulgado pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté (Unitau).
Segundo a pesquisa, o aumento foi de 1,11% em relação a março. Em valores, a cesta passou de R$ 2.872,38 para R$ 2.904,18, uma diferença de R$ 31,80 no mês.
Pressão nos alimentos e fatores sazonais
De acordo com o Nupes, o resultado indica pressão inflacionária, principalmente nos alimentos, influenciada por fatores como entressafra, além de custos de produção e logística.
A pesquisa é realizada em quatro cidades: São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão. Em abril, todas as cidades pesquisadas apresentaram alta.
Variação por cidade
São José dos Campos registrou a maior variação, com alta de 1,85%, enquanto Taubaté teve o menor aumento, de 0,40%. Campos do Jordão manteve a cesta mais cara da região, e Taubaté apresentou o menor valor. A diferença entre os dois municípios foi de R$ 266,74, o equivalente a 9,5%.
Valores por município:
- Campos do Jordão: R$ 3.073,61 (R$ 3.029,21 em março)
- Caçapava: R$ 2.872,20 (R$ 2.852,66 em março)
- São José dos Campos: R$ 2.864,02 (R$ 2.812,05 em março)
- Taubaté: R$ 2.806,87 (R$ 2.795,60 em março)
Itens que mais subiram e que ajudaram a conter a alta
Entre os produtos que mais pressionaram a cesta em abril estão:
- Cenoura: +31,30%
- Cebola: +18,85%
- Batata inglesa: +14,30%
- Leite longa vida: +13,93%
- Tomate: +8,57%
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda e ajudaram a conter a alta:
- Abobrinha: -14,77%
- Mamão formosa: -8,02%
- Laranja pera: -5,83%
- Banana nanica: -4,31%
- Couve: -4,20%
12 meses: leve queda, mas maior peso no orçamento
Apesar da alta em abril, no acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica apresentou queda de 0,92%, o que representa redução de R$ 26,95.
Mesmo assim, o impacto no orçamento aumentou: o comprometimento da renda com a compra da cesta subiu para 35,83% em abril, acima dos 35,44% registrados em março.
O levantamento também aponta que o grupo alimentação segue como o principal componente do custo total da cesta, representando mais de 90% do valor.