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Terça-feira, 05 de Maio de 2026
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Maior indústria bélica do Brasil, Avibras retoma atividades após anos de crise e paralisação em Jacareí, SP

Empresa, que agora passa a se chamar Avibras Aeroco, volta a operar nesta segunda-feira (4) após acordo para pagamento de dívidas trabalhistas.

Maior indústria bélica do Brasil, Avibras retoma atividades após anos de crise e paralisação em Jacareí, SP
Roosevelt Cássio
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A Avibras, maior indústria bélica do Brasil, retomou as atividades na manhã desta segunda-feira (4), em Jacareí, após anos de paralisação provocada por uma grave crise financeira.

Por volta das 7h, o primeiro ônibus fretado transportando funcionários chegou ao local. Os trabalhadores foram recepcionados por lideranças da empresa e também pelo sindicato que representa a categoria.

A expectativa é que 148 funcionários retomem as atividades nesta segunda-feira (4). Na próxima quarta-feira (6), outros 100 devem começar a trabalhar. Por fim, no dia 18 de maio, 23 funcionários iniciarão no trabalho, totalizando assim os 271 trabalhadores que foram contratados ou reintegrados.

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Neste novo momento, a empresa passou a se chamar Avibras Aeroco e terá como presidente Sami Hassuani, que já comandou a companhia anteriormente. Segundo a empresa, a proposta é retomar as operações com foco em crescimento sustentável e expansão para novos mercados.

A retomada aconteceu após a assinatura de um acordo para pagamento das dívidas trabalhistas, estimadas em cerca de R$ 230 milhões. O compromisso foi firmado em março entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, após aprovação dos trabalhadores.

A Avibras enfrentava dificuldades financeiras desde 2022. Em março daquele ano, a empresa anunciou 420 demissões, que depois acabaram sendo revertidas, e entrou com pedido de recuperação judicial.

Meses depois, em setembro de 2022, os trabalhadores iniciaram uma greve por falta de pagamento de salários. A paralisação se estendeu por mais de três anos, totalizando cerca de 1.280 dias, e foi considerada uma das mais longas do país. Durante esse período, a empresa acumulou dívidas com cerca de 1,4 mil funcionários.

O acordo firmado prevê o pagamento dos débitos trabalhistas em parcelas, que variam de 12 a 48 vezes, conforme a faixa salarial dos trabalhadores.

Para viabilizar a retomada, a empresa também iniciou um processo de reestruturação, que incluiu demissões e recontratações ao longo dos últimos meses.

Com o início das atividades nesta segunda, a expectativa é de retomada gradual da produção após um dos períodos mais críticos da história da empresa.

 

FONTE/CRÉDITOS: G1
POR REDAÇÃO

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