O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Regiãointensificou a cobrança para que a Caoa Chery retome suas operações em Jacareí, exigindo o cumprimento de um acordo de 2022 que previa a fabricação de veículos elétricos na cidade a partir de 2025.
A pressão sindical ocorre em paralelo à decisão da Prefeitura de Jacareí, anunciada na última segunda-feira (20), de iniciar um processo de desapropriação da área da fábrica devido à omissão da montadora em apresentar um plano de retomada, após o encerramento das atividades em 2022 que resultou na demissão de 489 trabalhadores.
Imbróglio jurídico e ameaça de expropriação
A disputa envolve o descumprimento de compromissos assinados pela montadora para o retorno da produção no ano passado. O Sindicato defende que, caso a empresa não cumpra o combinado, o espaço seja desapropriado sem indenização, divergindo da proposta da prefeitura que prevê pagamento em dinheiro à empresa. Para o presidente do sindicato, a medida de indenizar a montadora seria uma afronta aos trabalhadores que aguardam a reabertura dos postos de trabalho.
Dívida social e proposta de estatal nacional
A categoria argumenta que a Caoa Chery possui uma "dívida social" com o Vale do Paraíba, já que a unidade foi inaugurada em 2014 com o suporte de terrenos e incentivos fiscais públicos. Entre as principais reivindicações do Sindicato estão: