O Pix já é utilizado por 82% dos brasileiros como meio de pagamento e transferência bancária, segundo pesquisa do Ipsos-Ipec divulgada nesta semana. O sistema, criado pelo Banco Central, se consolida como o principal método de transações financeiras do país.
O levantamento revela que a adesão é ainda maior entre os mais jovens. Entre pessoas de 16 a 34 anos, o uso chega a 94%. Na faixa de 35 a 44 anos, o índice é de 90%, enquanto entre os entrevistados de 45 a 59 anos o percentual é de 81%.
Entre os idosos, no entanto, o uso do Pix é menor. Apenas 48% das pessoas com 60 anos ou mais utilizam a ferramenta.
Renda influencia uso do Pix
A pesquisa também aponta diferença significativa conforme a renda familiar. Entre os brasileiros que ganham até um salário mínimo, 70% utilizam o Pix. O índice sobe para 80% entre quem recebe de um a dois salários mínimos e chega a 90% na faixa de dois a cinco salários.
Já entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, o uso do Pix atinge 95%.
Diferenças regionais
Por região, o Sul lidera o uso do sistema, com 84%. Em seguida aparecem o Sudeste, com 83%, o Norte e Centro-Oeste, com 81%, e o Nordeste, com 80%.
Pesquisa nacional
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 17 de junho de 2026, com 2 mil entrevistas em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O Pix, lançado pelo Banco Central, se tornou o principal meio de pagamentos instantâneos do país e segue ampliando sua adoção em diferentes faixas etárias e perfis de renda.