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Domingo, 07 de Junho de 2026
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PF quer pedir quebra de sigilo de fundo que financia ‘Dark Horse’

Investigadores avaliam se recursos enviados por ex-banqueiro Daniel Vorcaro sob pretexto de produção do filme foram usados para custear vida de Eduardo Bolsonaro (PL) no exterior

PF quer pedir quebra de sigilo de fundo que financia ‘Dark Horse’
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A Polícia Federal pretende solicitar às autoridades dos Estados Unidos a quebra de sigilo do fundo Havengate Development Fund, sediado no Texas, que recebeu parte dos R$ 61 milhões enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sob a justificativa de financiar o documentário “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A suspeita dos investigadores é de que uma parcela desses recursos tenha custeado despesas pessoais do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.

O fundo é administrado por Paulo Calixto, advogado com vínculos conhecidos com Eduardo Bolsonaro. Os recursos teriam sido direcionados ao Havengate por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa ligada a Vorcaro. Para que a quebra de sigilo ocorra, é necessária a cooperação das autoridades americanas e autorização da Justiça dos Estados Unidos.

O pedido, no entanto, só poderá ser formalizado após eventual autorização do STF para a abertura de um novo inquérito.

Em entrevista à GloboNews na última terça-feira (2), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o órgão analisou representações encaminhadas nas últimas semanas e que uma delas já foi enviada à PGR para que a Procuradoria se manifeste sobre o conteúdo, o foro adequado e o possível relator. Rodrigues apontou três caminhos para as investigações: a incorporação ao caso do Master, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF; a inclusão no inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura as ações de Eduardo nos EUA; ou a distribuição por sorteio a outro integrante do Supremo.

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No dia 26 de maio, Moraes já havia pedido que a PGR se manifestasse sobre a inclusão do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro no inquérito que apura a atuação de Eduardo.

A PF também avalia o uso da Difusão Prata da Interpol, mecanismo voltado não à localização de foragidos, mas à identificação e retenção de patrimônio de investigados. O Brasil é um dos 53 países que aderiram à iniciativa.

Eduardo Bolsonaro é réu no STF por acusação de coação, sob relatoria de Moraes, e alega perseguição judicial como justificativa para sua permanência nos EUA. Flávio Bolsonaro negou, em nota, que recursos tenham sido destinados ao irmão, afirmando que os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria. Calixto não se manifestou publicamente sobre o caso.

FONTE/CRÉDITOS: Folha
POR REDAÇÃO

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