O Papa Leão XIV expressou “profunda preocupação” com a escalada de tensão envolvendo o Irã e outros países do Oriente Médio e fez um apelo público pelo fim imediato da violência. A declaração foi feita neste domingo (1º), durante discurso após a oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Diante de milhares de fiéis, o pontífice afirmou que “a estabilidade e a paz não podem ser construídas por meio de ameaças mútuas ou armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável”.
O papa também alertou para o risco de uma “espiral de violência” que pode se transformar em um “abismo irreparável”, mencionando a possibilidade de uma tragédia de grandes proporções caso o conflito avance.
Escalada militar
O pronunciamento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o início de “grandes operações de combate no Irã”. Em vídeo divulgado na rede Truth Social, Trump afirmou que pretende aniquilar as forças armadas iranianas e destruir o programa nuclear do país, alegando que Teerã rejeitou oportunidades de abandonar suas ambições nucleares.
Israel também confirmou ataques contra alvos iranianos. Diferentemente das ofensivas registradas em junho de 2025, as novas ações começaram durante o dia, na madrugada de sábado (28), enquanto milhões de iranianos iniciavam a rotina de trabalho e estudos. Fontes ouvidas pela imprensa internacional indicam que os ataques norte-americanos podem se estender por vários dias.
Morte de líder supremo e retaliação
A mídia estatal iraniana confirmou neste domingo a morte do líder supremo Ali Khamenei, que teria sido alvo da primeira onda de ataques. A notícia provocou reações opostas no país, com manifestações de celebração por parte de opositores do regime e revolta entre apoiadores do governo.
Em resposta, o Irã lançou uma ofensiva considerada sem precedentes na região, com explosões registradas em países que abrigam bases militares americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos do conflito, enquanto líderes religiosos e políticos reforçam pedidos por cessar-fogo e diálogo diplomático.