A **nomofobia**, transtorno caracterizado pela dependência excessiva de celulares, tablets e outros dispositivos digitais, passará a integrar oficialmente a agenda de conscientização e prevenção em São José dos Campos. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o **Projeto de Lei nº 40/2025**, de autoria do vereador **Senna (PL)**, que institui uma política municipal voltada à conscientização sobre os riscos do vício em telas e do uso compulsivo da tecnologia.
A proposta autoriza o Poder Executivo a desenvolver campanhas educativas, palestras, eventos e ações de orientação voltadas ao uso equilibrado dos dispositivos digitais, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens.
O projeto recebeu apoio de vereadores de diferentes correntes políticas e contou com a coautoria do vereador Renato Santiago (União Brasil), demonstrando que o tema já ultrapassa diferenças partidárias e se tornou uma preocupação crescente para famílias, educadores e profissionais da saúde.
> “A tecnologia trouxe inúmeros benefícios para a sociedade, mas também criou novos desafios. Muitas pessoas já não conseguem ficar alguns minutos sem olhar o celular. Em casos mais graves, isso gera ansiedade, irritação, isolamento social e prejuízos à convivência familiar. Precisamos falar sobre esse problema”, afirmou Senna.
*Senna destaca apoio da deputada Leticia Aguiar*
Autor da proposta, Senna destacou o apoio da deputada estadual **Leticia Aguiar**, parceira do mandato em diversas pautas voltadas à saúde, educação e proteção das famílias.
Segundo o vereador, a preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes tem ganhado espaço também no debate estadual e nacional.
> “A deputada Leticia Aguiar tem sido uma grande parceira na defesa das famílias e na construção de políticas públicas preventivas. Assim como o governador Tarcísio de Freitas tem incentivado ações voltadas à qualidade de vida e à saúde da população, precisamos olhar com atenção para os impactos da dependência digital”, afirmou.
*Nomofobia entra na pauta da saúde e da convivência familiar*
Embora ainda seja um termo pouco conhecido por parte da população, a nomofobia vem sendo apontada por especialistas como um dos principais desafios comportamentais da era digital.
O termo surgiu da expressão inglesa *No Mobile Phone Phobia* e descreve o medo irracional ou a ansiedade provocada pela ausência do celular, da conexão com a internet ou do acesso às redes sociais.
A proposta aprovada prevê campanhas de conscientização na mídia, atividades educativas em escolas, ambientes de trabalho e espaços públicos, além da produção de materiais informativos para famílias e educadores.
A intenção é estimular o uso consciente da tecnologia sem demonizar os avanços digitais, mas alertando para os riscos da dependência.
*Nomofobia preocupa pais, educadores e especialistas*
Um dos principais pontos defendidos por Senna é a necessidade de envolver as famílias no processo de conscientização.
O avanço dos smartphones transformou a rotina das pessoas e, em muitos casos, reduziu momentos de convivência, diálogo e interação social.
Pais e professores relatam aumento dos casos de ansiedade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono e isolamento associados ao uso excessivo de telas.
> “O celular deve ser uma ferramenta. O problema começa quando a pessoa passa a viver em função dele. Estamos vendo crianças, adolescentes e adultos que entram em crise quando ficam sem acesso às telas. Isso precisa ser debatido”, destacou o vereador.
*Semana da Nomofobia incentivará desafios de desconexão*
O projeto cria a **Semana Municipal de Conscientização da Nomofobia**, que deverá ocorrer anualmente no mês de janeiro.
Durante o período poderão ser promovidas palestras, campanhas educativas e ações de incentivo à convivência social sem o uso constante de aparelhos eletrônicos.
Entre as atividades sugeridas estão o “Dia sem Celular”, desafios de desconexão digital, atividades ao ar livre, leitura e fortalecimento dos vínculos familiares.
Com a aprovação unânime da Câmara Municipal, o projeto segue agora para análise do Poder Executivo.
Caso seja sancionado, São José dos Campos passará a contar com uma política pública específica de conscientização sobre a nomofobia, fortalecendo o debate sobre saúde mental, convivência familiar e uso responsável da tecnologia.