A chegada oficial do inverno traz um alerta importante para quem precisa pegar a estrada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, no litoral e no Rio de Janeiro. Entre os meses de junho e setembro, a incidência de neblina nas rodovias aumenta significativamente, principalmente durante as madrugadas e nas primeiras horas da manhã. O fenômeno climático reduz drasticamente a visibilidade das pistas, elevando o risco de colisões traseiras e engavetamentos.
Para mitigar os riscos e garantir a segurança viária, a concessionária RioSP, uma empresa Motiva, intensificou a comunicação com os usuários. A empresa está utilizando os Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) para alertar em tempo real sobre os trechos afetados, além de instalar faixas informativas em pontos estratégicos das rodovias federais sob sua concessão.
A concessionária traçou um mapa com os setores que historicamente registram maior concentração de neblina densa nesta época do ano. No trecho paulista da BR-116 (Via Dutra), que abrange o Vale do Paraíba e o Alto Tietê, os pontos críticos ficam entre os quilômetros 121 e 157, abrangendo as regiões de São José dos Campos e Caçapava; do quilômetro 159 ao 175, no trecho de Jacareí; e do quilômetro 115 ao 119, em Taubaté. O fenômeno também é frequente entre os quilômetros 87 e 104, ligando Pindamonhangaba e Taubaté; do quilômetro 80 ao 84, entre Roseira e Pindamonhangaba; do quilômetro 73 ao 75, em Aparecida; do quilômetro 59 ao 62, em Guaratinguetá; do quilômetro 0 ao 50, na região entre Queluz e Lorena; e, finalmente, do quilômetro 170 ao 212, no trecho que conecta Guararema, Santa Isabel, Arujá e Guarulhos.
Já no trecho fluminense da mesma rodovia, a atenção deve ser redobrada entre os quilômetros 319 e 339 em Itatiaia, do quilômetro 299 ao 310 em Resende, do quilômetro 275 ao 296 em Barra Mansa, do quilômetro 264 ao 270 em Volta Redonda, e do quilômetro 225 ao 242 em Piraí. Na BR-101 (Rio-Santos), ligando o Litoral Norte e a Costa Verde, o mapeamento aponta longos trechos na região de Paraty, situados entre os quilômetros 596 e 0, 561 e 570, e 538 e 550, além dos perímetros de Angra dos Reis, do quilômetro 491 ao 496 e do 463 ao 465, e o trecho de Mangaratiba, entre os quilômetros 429 e 432.
Para garantir a segurança nesses locais, a Polícia Rodoviária Federal e a concessionária orientam os motoristas a adotarem condutas preventivas de condução caso se deparem com o lençol de neblina. A primeira recomendação é reduzir a velocidade gradualmente, evitando pisar no freio de maneira brusca para prevenir colisões traseiras. Também é fundamental manter uma distância segura e ampliada em relação ao veículo que trafega à frente. Os condutores devem utilizar sempre o farol baixo ou os faróis de neblina, nunca o farol alto, uma vez que a luz alta reflete nas gotículas de água, cria uma espécie de parede branca e ofusca a própria visão.
Além disso, o pisca-alerta deve permanecer desligado enquanto o veículo estiver em movimento, devendo ser acionado apenas com o carro totalmente parado, pois utilizá-lo ao dirigir pode fazer com que os outros motoristas pensem que houve uma parada repentina na pista. Por fim, orienta-se a nunca parar na faixa de rolamento ou no acostamento se a visibilidade estiver impossível; nesses casos extremos, o motorista deve se dirigir até um posto de combustíveis, uma base do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) ou outro local seguro fora da rodovia.
Para consultar as condições de tráfego antes de sair de casa, os motoristas podem acionar os serviços oficiais da RioSP pelo telefone e WhatsApp 0800 017 35 36, pelo aplicativo Motiva Rodovias ou direto no site oficial da concessionária.