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Domingo, 05 de Julho de 2026
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Julho Amarelo: Brasil registra mais de 826 mil casos de hepatites virais e reforça alerta para diagnóstico precoce

Campanha nacional destaca importância da testagem, vacinação e prevenção para reduzir complicações graves como cirrose e câncer de fígado

Julho Amarelo: Brasil registra mais de 826 mil casos de hepatites virais e reforça alerta para diagnóstico precoce
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O Brasil registrou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde. As infecções, causadas pelos vírus das hepatites A, B, C, D e E, atingem o fígado e podem evoluir de forma silenciosa, especialmente nos tipos B e C.

Durante o Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, profissionais de saúde reforçam a importância do diagnóstico precoce, da vacinação e do tratamento adequado para evitar complicações como cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

Doença silenciosa preocupa especialistas

A infectologista Tassiana Galvão, da Santa Casa de São Roque, alerta que a ausência de sintomas não significa ausência da doença.

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“A hepatite é perigosa justamente porque, muitas vezes, não dói, não dá febre e não deixa a pessoa amarela. Ela pode comprometer o fígado por anos em silêncio. Esperar sintoma aparecer pode significar descobrir a doença tarde demais”, explica.

Segundo a especialista, muitos diagnósticos acontecem apenas durante doações de sangue, exames de rotina ou no pré-natal.

Testagem é essencial para diagnóstico precoce

A testagem é considerada uma das principais ferramentas para interromper a evolução silenciosa da doença. No caso da hepatite C, o diagnóstico pode levar à cura; já na hepatite B, permite controle e acompanhamento para evitar danos ao fígado.

“O teste é simples, mas pode mudar completamente o destino de uma pessoa”, afirma a infectologista.

Mitos e verdades sobre as hepatites virais

Durante a campanha, especialistas reforçam a necessidade de combater informações incorretas sobre a doença. Confira alguns pontos esclarecidos pela médica:

“Hepatite sempre dá sintomas” — Mito

A maioria dos casos de hepatite B e C pode evoluir sem sintomas por anos.

“A pele amarelada é obrigatória” — Mito

A icterícia pode ocorrer, mas não está presente em todos os casos.

“Hepatite C tem cura” — Verdade

Tratamentos modernos apresentam altas taxas de cura.

“Hepatite B pode ser grave mesmo sem sintomas” — Verdade

A doença pode evoluir silenciosamente para cirrose e câncer hepático.

“Existe vacina contra hepatites” — Parcialmente verdadeiro

Há vacina para hepatites A e B, mas não para hepatite C.

“Objetos perfurocortantes podem transmitir a doença” — Verdade

Alicates, lâminas e materiais não esterilizados representam risco de contaminação.

“Hepatite é só de grupos específicos” — Mito

A doença pode atingir qualquer pessoa, independentemente de comportamento ou estilo de vida.

“Relação sexual sem preservativo transmite hepatite B” — Verdade

A vacinação e o uso de preservativos são medidas preventivas importantes.

Prevenção e vacinação pelo SUS

O Ministério da Saúde reforça que a prevenção inclui vacinação, testagem, uso de preservativos e não compartilhamento de objetos cortantes.

Gestantes também devem realizar testes durante o pré-natal, especialmente para hepatite B, a fim de evitar a transmissão para o bebê.

A vacinação contra hepatite B está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Importância da conscientização

Para especialistas, o principal desafio ainda é o diagnóstico tardio. A recomendação é que pessoas que nunca realizaram testes, não sabem se estão vacinadas ou já tiveram situações de risco procurem uma unidade de saúde.

“O Julho Amarelo existe para lembrar que informação, vacina e testagem salvam vidas”, conclui a infectologista.

A campanha reforça que, apesar de muitas vezes silenciosas, as hepatites virais podem ser prevenidas, diagnosticadas e tratadas — e o cuidado precoce é determinante para evitar complicações graves.

 

POR REDAÇÃO

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