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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026
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Gripe K: entenda tudo sobre a nova variante, sintomas, vacina, casos no Brasil e prevenção

Subclado K do vírus influenza A (H3N2), apelidado de gripe K, já foi detectado no Brasil; veja o que isso significa, quem está em risco e como se proteger

Gripe K: entenda tudo sobre a nova variante, sintomas, vacina, casos no Brasil e prevenção
Divulgação/Min. Saúde
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A chamada gripe K - uma variante conhecida tecnicamente como subclado K do vírus influenza A (H3N2) — passou a ganhar destaque nas últimas semanas devido à sua rápida circulação em diversos países e à confirmação de casos no Brasil. A detecção da variante acendeu alertas entre autoridades de saúde e estimulou intensificação da vigilância epidemiológica no país, especialmente nas últimas semanas de 2025. 

O Ministério da Saúde confirmou que o primeiro caso da gripe K no Brasil foi identificado em amostras coletadas no estado do Pará, em um paciente adulto, com análise genética que apontou a presença do subclado K, semelhante àquela que tem circulado principalmente na Europa, na América do Norte e na Ásia. 

A gripe K não é uma doença completamente nova, mas sim uma variante do vírus influenza A H3N2 — responsável por boa parte dos quadros de gripe sazonal no mundo há décadas. A OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiram alertas globais diante do aumento da circulação dessa variante, que pode aparecer antes do início tradicional da temporada de gripes no Hemisfério Sul. 

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O que é a gripe K ?

Tecnicamente, a gripe K é um subclado (J.2.4.1) do Influenza A H3N2, vírus que já circula amplamente entre as populações humanas e costuma causar epidemias sazonais regulares. O nome “K” é uma designação de laboratório usada para identificar esse grupo específico de mutações dentro da linhagem H3N2. 

Embora a mutação seja significativa do ponto de vista genético, autoridades de saúde ainda não identificaram que a gripe K provoque quadros clinicamente mais graves do que as gripes sazonais causadas por outros subtipos de H3N2. No entanto, ela pode ser mais transmissível, o que pode aumentar o número total de casos e, consequentemente, a demanda por atendimento médico. 

Sintomas

Os sintomas da gripe K são muito semelhantes aos da gripe comum e incluem:

 • febre com início súbito

 • tosse (geralmente seca)

 • dor de garganta

 • dores musculares e nas articulações

 • dor de cabeça

 • coriza e congestão nasal

 • cansaço intenso

Assim como outras gripes, a infecção pode evoluir com maior severidade em idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades. 

Casos no Brasil

O caso confirmado no Brasil foi identificado a partir de uma amostra coletada em Belém, no Pará, em 26 de novembro de 2025. O laboratório do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) classificou a amostra como pertencente ao subclado K, e até o momento as autoridades não registraram transmissão comunitária ampla associada a essa variante no país. 

 

Vacina contra a gripe K — já existe?

Sim. As vacinas contra a gripe disponíveis no Brasil e no mundo continuam sendo a principal forma de proteção, mesmo diante da nova variante. As formulações são atualizadas periodicamente com base nas linhagens que mais circulam, e a proteção conferida reduz o risco de complicações graves, hospitalizações e mortes, mesmo que a resposta imune possa variar um pouco de acordo com a mutação específica do vírus. 

Autoridades de saúde reforçam que a vacina da temporada deve ser utilizada por todos os grupos indicados (idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde, pessoas com doenças crônicas), reduzindo os impactos de uma possível maior circulação da variante K no país. 

Como se prevenir

As recomendações para se proteger da gripe K são as mesmas que valem para a gripe sazonal tradicional e incluem:

 • vacinação anual contra a influenza

 • higienizar as mãos frequentemente

 • evitar tocar olhos, boca e nariz

 • cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar

 • evitar aglomerações em períodos de alta circulação

 • ficar em casa quando tiver sintomas respiratórios

Medidas simples de higiene respiratória e vacinação são eficazes para reduzir a transmissão e a gravidade da doença em toda a população. 

Riscos e alertas

A gripe K vem sendo monitorada em muitos países desde meados de 2024, com detecções frequentes em países da Europa, América do Norte e Ásia. Embora a gravidade não seja considerada superior a outras formas da H3N2, a alta transmissibilidade e o início antecipado da circulação viral em muitos lugares antecipam um aumento de casos durante o verão e no próximo período de sazonalidade no Hemisfério Sul. 

Autoridades brasileiras mantêm vigilância reforçada e alertam que a chegada de variantes respiratórias (inclusive da gripe K) merece atenção, sobretudo em períodos de maior viagem e aglomerações no fim/início de ano.

POR REDAÇÃO

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