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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026
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Dezembro Vermelho reforça importância do check-up completo de ISTs

Campanha alerta para avanço da sífilis e impacto do estigma no Brasil

Dezembro Vermelho reforça importância do check-up completo de ISTs
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A campanha Dezembro Vermelho, dedicada à prevenção do HIV/Aids e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), reforça neste ano a necessidade de ampliar o cuidado com a saúde sexual para além da testagem do HIV. Especialistas alertam que infecções silenciosas — como sífilis, clamídia, HPV e hepatites virais — seguem crescendo no Brasil e podem causar danos graves quando não diagnosticadas precocemente.

Segundo a infectologista Luciana Campos, consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, ainda é comum que a população associe a testagem de ISTs exclusivamente ao HIV. “Há um universo de outras infecções que precisam de atenção. A sífilis, por exemplo, tem registrado aumento alarmante no país e pode ser facilmente diagnosticada e tratada com um simples exame de sangue”, afirma. Ela reforça que a testagem periódica permite tratamento rápido, quebra de transmissão e proteção dos parceiros.

Check-up completo: o que deve incluir

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Um check-up de saúde sexual recomendado por médicos deve englobar exames para:

HIV 1 e 2, com testes de quarta geração;

Sífilis, por meio de VDRL e testes treponêmicos;

Hepatites B e C;

HPV, por testes moleculares e Papanicolau;

Clamídia e gonorreia, ISTs comuns e muitas vezes assintomáticas;

Herpes simples tipos 1 e 2.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar consequências como infertilidade, câncer, danos neurológicos e complicações gestacionais.

Prevenção combinada continua sendo a estratégia mais eficaz

O uso consistente de preservativos, a vacinação (HPV e Hepatite B), a testagem regular e o acesso à PrEP e PEP formam a base da chamada prevenção combinada. “Informação, prevenção e testagem são pilares para uma vida saudável e responsável”, acrescenta Luciana.

Estigma ainda afasta brasileiros do diagnóstico e do tratamento

Dados do UNAIDS revelam que 52,9% das pessoas vivendo com HIV já sofreram discriminação, e 38,8% relatam terem sido alvo de boatos ou comentários preconceituosos. Segundo o psicólogo da Afya Montes Claros, Dr. Carlos André Moreira, o estigma pode ser mais doloroso que a própria infecção.

“O preconceito reforça exclusão, culpa e medo, dificultando o acolhimento e afastando pessoas dos serviços de saúde”, explica.

Cenário epidemiológico acende alerta

O Brasil registrou 36,7 mil novos casos de HIV em 2023, com queda de diagnósticos de Aids devido à eficácia dos tratamentos.

A sífilis vive uma epidemia: foram mais de 213 mil casos adquiridos em 2022, além de 27 mil casos de sífilis congênita, responsável por mortalidade infantil e sequelas graves.

Estima-se que mais de 50% dos jovens sexualmente ativos estejam infectados pelo HPV, principal causador do câncer de colo de útero.

Hepatites B e C tiveram 13,5 mil e 23,7 mil novos casos, respectivamente, em 2022.

Clamídia e gonorreia, apesar de muito prevalentes, sofrem grande subnotificação no Brasil.

Agravamento da sífilis preocupa especialistas

Segundo o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025, o mundo registrou 8 milhões de casos da infecção em 2022, com mais de 1 milhão de novas ocorrências em relação ao ano anterior. A região das Américas apresentou a maior taxa de incidência, com 3,37 milhões de infecções.

Para o infectologista da Afya Itajubá, Dr. Bruno Michel e Silva, a situação entre gestantes é a mais delicada.

“O crescimento expressivo entre gestantes é preocupante devido ao risco de transmissão para o bebê. O diagnóstico no pré-natal é essencial para evitar a sífilis congênita”, afirma.

Dezembro Vermelho como instrumento de mobilização

Com o aumento global das ISTs e o impacto contínuo do estigma, o Dezembro Vermelho se consolida como uma das principais iniciativas de conscientização no país. Para especialistas, a combinação entre informação, acesso a exames, educação em saúde e combate ao preconceito é o caminho para reduzir casos e fortalecer o cuidado integral.

POR REDAÇÃO

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