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Sabado, 27 de Junho de 2026
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Brasil passa por alta preocupante de obesidade infantil

34% de crianças e adolescentes estão acima do peso

Brasil passa por alta preocupante de obesidade infantil
Revista + Criança
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O Brasil enfrenta um crescimento acelerado nos índices de obesidade infantil, com impactos que vão além da estética e atingem diretamente a saúde metabólica, hormonal e cardiovascular das crianças.

De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2024, cerca de 34% das crianças e adolescentes brasileiros entre 5 e 19 anos estão acima do peso, e a projeção é de que esse número chegue a 50% até 2035 caso não haja mudanças significativas nos hábitos de vida.

A endocrinologista pediátrica Patrícia Amorim alerta que o excesso de peso pode provocar alterações ainda na infância. “O acúmulo de gordura pode antecipar sinais da puberdade, como surgimento de pelos pubianos, desenvolvimento mamário precoce ou menstruação adiantada. Nesses casos, é necessária investigação hormonal adequada para descartar causas patológicas”, afirma.

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O acompanhamento médico é essencial para identificar precocemente desequilíbrios. Exames como hemograma, glicemia de jejum, perfil lipídico, análise de urina e dosagens hormonais são indicados até mesmo em crianças sem sintomas aparentes, especialmente quando há histórico familiar de obesidade ou doenças metabólicas.

Além dos riscos hormonais, a obesidade infantil compromete o crescimento, a função respiratória, a saúde do coração e pode afetar a autoestima. “Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, maiores as chances de sucesso no tratamento. Em muitos casos, mudanças simples de hábitos evitam a necessidade de intervenções médicas mais complexas no futuro”, explica Amorim.

Os principais fatores que impulsionam o sobrepeso são a má alimentação, o sedentarismo e o uso excessivo de dispositivos eletrônicos. O cenário se agravou após a pandemia, quando a redução das atividades físicas foi acentuada. Para reverter esse quadro, especialistas orientam que crianças pratiquem atividade física pelo menos três vezes por semana, durante uma hora por sessão, além de manterem uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e proteínas de qualidade. A redução no consumo de ultraprocessados, refrigerantes, bebidas açucaradas e fast food também é considerada essencial.

O avanço da obesidade infantil é classificado como um perigo silencioso por seus impactos a curto e longo prazo. Especialistas reforçam que a prevenção precoce, com acompanhamento médico regular e incentivo a hábitos saudáveis dentro das famílias, é a principal estratégia para evitar que a projeção para os próximos anos se confirme.

POR REDAÇÃO

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