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Segunda-feira, 27 de Abril de 2026
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Anvisa alerta para risco de pancreatite com canetas emagrecedoras

Apesar do alerta, a agência afirma que os benefícios terapêuticos das substâncias ainda superam os efeitos adversos

Anvisa alerta para risco de pancreatite com canetas emagrecedoras
Reprodução/Ibramed
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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta para os riscos de pancreatite decorrentes do uso de canetas emagrecedoras.

Emitido nesta segunda-feira (9), o alerta ocorre após a própria agência notificar seis mortes associadadas aos medicamentos antagonistas do receptor GLP-1, usados para tratar diabetes e popularizados a partir de seus benefícios no combate à obesidade.

Segundo a agência, de 2020 até 7 de dezembro de 2025, foram notificados 145 casos suspeitos de eventos adversos com o uso desses medicamentos, dos quais seis resultaram em morte.

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Apesar do alerta, a agência afirma que os benefícios terapêuticos das substâncias ainda superam os efeitos adversos, de acordo com os usos aprovados na bula.

A Elly Lilly disse, em nota, que a bula de Mounjaro (tirzepatida) adverte que a inflamação do pâncreas (pancreatite aguda) é uma reação adversa incomum e aconselha os pacientes a conversarem com seu médico para obter mais informações sobre os sintomas de pancreatite e informar o médico e interromper o tratamento em caso de suspeita de pancreatite durante o tratamento com Mounjaro.

A Novo Nordisk afirmou em comunicado que "embora o risco já conste nas bulas aprovadas no Brasil, as notificações têm aumentado no cenário internacional e nacional, o que exige reforço das orientações de segurança".

A autoridade sanitária afirma, no texto, que o monitoramento é motivado pelo risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais. Não houve, contudo, mudança na relação de risco e eficácia dos remédios. "Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula".

No comunicado, a Anvisa também citou a quantidade de casos do Reino Unido. A MHRA, agência reguladora de medicamentos (tal qual a Anvisa no Brasil) emitiu alerta similar em janeiro.

A agência britânica recebeu quase 1.300 notificações da condição associada aos medicamentos entre 2007 e outubro de 2025. Os registros incluem 19 mortes e 24 casos de pancreatite necrosante, forma em que há morte de tecido pancreático.

FONTE/CRÉDITOS: Folha
POR REDAÇÃO

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