O Vale do Paraíba e Litoral Norte registraram 33 casos e três mortes por meningite entre janeiro e março de 2026. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde e consideram as cidades atendidas pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) de Taubaté.
No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 35 casos e quatro mortes na região, o que indica estabilidade nos números na comparação entre os anos.
Apesar do cenário regional estável, o estado de São Paulo já soma 84 mortes por meningite em 2026, considerando dados até março. Ao todo, são 780 casos registrados no período. Em 2025, foram 4.629 casos e 549 mortes ao longo de todo o ano.
Além dos dados do primeiro trimestre, um caso recente também foi registrado na região. Em Ubatuba, no Litoral Norte, uma criança morreu após diagnóstico confirmado de meningite nesta semana. A ocorrência, no entanto, não está incluída no balanço consolidado até março. Com o caso do litoral, a região já tem quatro mortes pela doença no ano.
Segundo a prefeitura de Ubatuba, não há registro de surto no município, e o caso da morte da criança pela doença é considerado isolado.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes, sendo as formas bacterianas as mais graves.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção. As vacinas meningocócicas C e ACWY estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Entre os principais sintomas de meningite estão febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca e manchas na pele. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.
Apesar da vacinação ser a principal forma de prevenção, medidas como higiene das mãos e evitar compartilhar objetos também ajudam a reduzir o risco de transmissão. Veja algumas recomendações:
Como prevenir a meningite
- Vacinar-se conforme o calendário de imunização (meningocócica C, ACWY, entre outras)
- Manter as mãos sempre limpas, com água e sabão ou álcool em gel
- Evitar compartilhar objetos pessoais, como copos, talheres e escovas de dente
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar (etiqueta respiratória)
- Evitar contato próximo com pessoas doentes
- Manter ambientes bem ventilados, especialmente em locais fechados
- Manter a vacinação em dia também na vida adulta, quando indicado
- Procurar atendimento médico ao apresentar sintomas suspeitos
- Seguir orientação médica em caso de contato com pessoa diagnosticada (pode haver indicação de medicação preventiva)