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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Tomate, cebola e leite disparam e pressionam inflação no Brasil

O tomate teve alta de mais de 20%, enquanto a cebola subiu cerca de 17% e o leite longa vida aumentou aproximadamente 11%

Tomate, cebola e leite disparam e pressionam inflação no Brasil
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Os preços de alimentos básicos voltaram a pesar no bolso do consumidor brasileiro em março, com destaque para itens como tomate, cebola e leite, que lideraram a alta da inflação no período.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,88% no mês — o maior resultado desde fevereiro de 2025 e acima das expectativas do mercado.

Grande parte dessa pressão veio justamente da alimentação. O grupo de alimentos e bebidas subiu 1,56% em março, sendo um dos principais responsáveis pelo avanço do índice.

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Entre os produtos que mais encareceram estão itens essenciais do dia a dia. O tomate teve alta de mais de 20%, enquanto a cebola subiu cerca de 17% e o leite longa vida aumentou aproximadamente 11%. Esses aumentos impactam diretamente a cesta básica e o orçamento das famílias, especialmente as de menor renda.

Além desses alimentos, outros produtos também registraram alta expressiva, como feijão, batata e cenoura, reforçando um cenário de pressão generalizada nos preços.

Especialistas apontam que a elevação dos preços está relacionada a fatores como redução na oferta agrícola, problemas de safra e aumento nos custos de transporte. O encarecimento dos combustíveis, por exemplo, tem impacto direto no frete, o que acaba sendo repassado ao consumidor final.

O grupo de transportes, inclusive, também contribuiu para a inflação, com alta de 1,64%, impulsionada principalmente pelo aumento da gasolina e do diesel.

No acumulado, a inflação soma 1,92% no ano e 4,14% nos últimos 12 meses, indicando uma retomada da pressão inflacionária no país.

O cenário acende um alerta para os próximos meses, já que fatores externos, como tensões internacionais e o preço do petróleo, podem continuar influenciando os custos de produção e transporte — e, consequentemente, manter os alimentos entre os principais vilões da inflação no Brasil.

POR REDAÇÃO

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