Presos que cumprem pena em regime semiaberto no estado de São Paulo serão designados para atuar na limpeza urbana e na remoção de resíduos acumulados pelas tempestades que atingiram diversas cidades na segunda-feira (22). A medida foi confirmada pelo coronel Henguel Ricardo, coordenador da Defesa Civil paulista, que classificou a ação como um "recurso adicional".
“É uma força complementar, uma forma de restabelecer mais rapidamente a normalidade dentro dos municípios. O governador Tarcísio, logo pela manhã, já determinou que fossem iniciadas essas tratativas. Cajamar já tem a informação de que foi autorizado esse pronto-emprego”, afirmou Henguel.
Impacto das tempestades
De acordo com a Defesa Civil, os temporais provocaram 33 ocorrências em todo o estado, incluindo vendavais, destelhamentos, quedas de árvores, desabamentos e colapso de estruturas. Ao todo, 24 pessoas ficaram feridas, oito ficaram desabrigadas e 33 desalojadas.
Hospitais, escolas, creches e estabelecimentos comerciais tiveram o funcionamento comprometido. Aulas foram canceladas em parte da região metropolitana, e uma fábrica da Toyota, em Porto Feliz, precisou suspender atividades após sofrer danos estruturais.
O Corpo de Bombeiros recebeu, entre a meia-noite e as 18h da segunda-feira, 792 chamados para quedas de árvores, 27 para desabamentos e 21 para enchentes.
Outras medidas do governo
Além da utilização de presos do semiaberto, o governo estadual anunciou um pacote de medidas de apoio técnico, logístico e jurídico às prefeituras. A lista inclui:
orientação para decretar situação de anormalidade e agilizar o recebimento de recursos;
transporte de pacientes de hospitais afetados;
fornecimento de telhas para imóveis danificados;
envio de geradores de energia elétrica.
O gabinete de crise também acionou concessionárias de energia para acelerar a recomposição do fornecimento. O sistema de abastecimento de água foi afetado pela falta de energia em algumas regiões, exigindo a atuação da Sabesp. A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) acompanha os trabalhos em cooperação com a Aneel.