Os trabalhadores da Urbanizadora Municipal (Urbam) poderão voltar a paralisar as atividades em São José dos Campos após mais uma tentativa frustrada de conciliação entre a empresa e o sindicato da categoria. Uma audiência realizada na tarde desta terça-feira (9) no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, terminou sem acordo entre as partes.
A sessão foi conduzida pelo Desembargador Hélio Dantas Lobo Júnior, vice-presidente do TRT-15, que atuou na mediação das negociações. Durante a audiência, representantes dos trabalhadores reiteraram as reivindicações da categoria, que incluem o pagamento de adicional de insalubridade e reajuste no valor do vale-alimentação.
Por outro lado, os advogados da Urbam argumentaram que a situação financeira da empresa não permitiria atender às demandas apresentadas pelo sindicato. Segundo a defesa da companhia, a Urbam enfrenta dificuldades orçamentárias e não teria condições de absorver os custos decorrentes dos reajustes pleiteados.
Ainda durante a audiência, os representantes jurídicos da empresa informaram que os funcionários que aderirem a uma nova paralisação poderão ter os dias não trabalhados descontados da folha de pagamento.
Diante da falta de consenso, o desembargador afirmou que não havia outra alternativa além da continuidade do processo judicial, cabendo agora à Justiça do Trabalho analisar o caso e decidir sobre o impasse.
Após o encerramento da audiência, trabalhadores que acompanharam a negociação informaram que uma nova assembleia foi convocada para as 6h30 desta quarta-feira (10), na sede da Urbam, localizada na Vila Industrial. No encontro, os funcionários deverão deliberar sobre a retomada ou não do movimento grevista.
Caso a greve seja aprovada, serviços considerados essenciais poderão ser afetados em São José dos Campos. Entre as áreas que podem sofrer impactos estão a coleta de lixo, a manutenção de obras públicas e atividades ligadas ao transporte da empresa.
O clima durante a audiência foi marcado por tensão. De acordo com relatos de participantes, os advogados da Urbam deixaram o prédio do TRT sob escolta, diante do receio de possíveis represálias por parte de trabalhadores insatisfeitos com o resultado das negociações.