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Terça-feira, 22 de Setembro de 2026
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Pressão alta nem sempre é emergência e sintomas orientam procura pela UPA

Dor no peito, falta de ar, alterações neurológicas e perda visual estão entre os sinais que exigem avaliação imediata.

Pressão alta nem sempre é emergência e sintomas orientam procura pela UPA
Foto- Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
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Uma aferição de pressão arterial acima do habitual nem sempre representa uma situação de emergência. Ansiedade, estresse, esforço físico recente, consumo excessivo de sal, uso incorreto de medicamentos e até falhas na técnica de aferição podem provocar alterações temporárias.

É comum que pessoas procurem as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) após identificarem uma pressão elevada em casa ou em farmácias. Nesses casos, a equipe avalia o paciente para identificar a causa da alteração e verificar se há sinais que exigem atendimento imediato.

"É comum o paciente chegar preocupado apenas com o número apresentado pelo aparelho. Na UPA, fazemos uma nova aferição e avaliamos os sintomas, o histórico de saúde, as doenças preexistentes e os medicamentos em uso. Essa análise permite definir a conduta mais adequada para cada caso", explica o Dr. Flavio Romeu Lopes coordenador clínico da UPA San Marino, unidade gerenciada pelo Grupo Chavantes.

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SINAIS DE ALERTA
Dor ou pressão no peito, falta de ar, desmaio, confusão mental, alteração súbita da fala, perda de força ou sensibilidade em um lado do corpo e alterações importantes da visão são sinais que exigem avaliação imediata. "É importante procurar atendimento, porque o quadro pode estar relacionado a alterações cardiovasculares ou neurológicas que precisam de avaliação médica", orienta o médico.

A elevação importante da pressão pode ocorrer em diferentes situações. Na urgência hipertensiva, apesar da pressão elevada, não há evidências de lesão aguda de órgãos-alvo. Já na emergência hipertensiva, existe comprometimento agudo ou progressivo de órgãos como coração, cérebro, rins ou grandes vasos, o que exige atendimento imediato.

A diferenciação é feita durante a avaliação clínica. Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares para investigar possíveis alterações e definir o tratamento. "Se a pressão permanecer elevada ou surgirem sintomas, é necessário buscar orientação médica", reforça o especialista.

A hipertensão arterial é uma doença crônica que, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, o acompanhamento regular é importante mesmo quando o paciente se sente bem. A aferição correta da pressão, o uso adequado dos medicamentos e o acompanhamento com profissionais de saúde contribuem para o controle da doença e a prevenção de complicações.

SOBRE O GRUPO CHAVANTES
O Grupo Chavantes, Organização Social de Saúde (OSS), gerencia mais de 30 projetos em seis estados brasileiros e ocupa a posição de oitava maior entidade do setor no país, com gestão anual de aproximadamente R$ 720 milhões. 

POR REDAÇÃO

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