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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Prefeitura de Jacareí ameaça desapropriar área doada para fábrica da Caoa Chery

Notificação da prefeitura cobra da empresa um plano para retomada a produção de veículos na cidade. Caso contrário, processo para desapropriar a área será aberto.

Prefeitura de Jacareí ameaça desapropriar área doada para fábrica da Caoa Chery
Foto: Divulgação/Caoa Cherry
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A Prefeitura de Jacareí ameaça desapropriar a área doada para a fábrica da Caoa Chery, caso a montadora não apresente um plano para retomar a produção de veículos na cidade. A unidade da empresa no interior paulista está desativada há três anos.

Nas redes sociais, o prefeito Celso Florêncio (PL) disse ter buscado diálogo com os representantes da empresa, mas não obteve sucesso e que agora "parte para o litígio". Segundo a prefeitura, dois ofícios foram enviados à Caoa Chery neste mês. O mais recente é de segunda-feira (21).

"Formalizamos esta notificação para que apresentem, no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias, plano de retomada das atividades da planta industrial, ou alternativa concreta que assegure a efetiva utilização do imóvel conforme sua destinação original", diz o documento.

Se não houver resposta ou acordo, o processo de desapropriação, com indenização aos cofres públicos estimada em R$ 17,7 milhões, será iniciado pela administração municipal.

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A Caoa Chery ainda não se manifestou sobre a notificação ou plano de retomada de veículos em Jacareí.

Acordo quebrado

A prefeitura afirma que a montadora não cumpriu obrigações de funcionamento assinadas em um Memorando de Entendimentos em 2010, quando a área foi doada. Entre eles está a geração de empregos.

"Dados apresentados em processo administrativo apontam que em 2020 a empresa contava com apenas 444 empregados (frente à expectativa inicial de geração de mais de 3.000 postos de trabalho). Atualmente, a unidade encontra-se inativa".

Segundo a administração municipal:

  1. A doação foi condicionada à implantação e efetivo funcionamento da unidade industrial, inclusive com geração de empregos e atividade produtiva;
  2. a inatividade causa prejuízo ao erário e afeta o interesse público primário. "A paralisação da planta implica frustração dos objetivos de desenvolvimeno econîmico legal, arrecadação e emprego";
  3. O imóvel que não cumpre sua função social pode ser objeto de desapropriação-sanção.

Parecer técnico-econômico da prefeitura também aponta que a prefeitura investiu R$ 46 milhões - em valores atualizados - com obras de infraestrutura e incentivos fiscais para instalação. O complexo está avaliado em R$ 63 milhões.

"O descumprimento dos encargos e a ausência de contrapartida econômica, é juridicamente cabível e financeiramente justificável a adoção de medidas para reaver o bem ou os valores investidos, a fim de resguardar o interesse público", diz o documento.

Fábrica desativada

A fábrica da Caoa Chery está desativada desde 2022. Na época, a montadora demitiu 485 funcionários sob alegação de que a fábrica passaria por adequações para produção futura de veículos elétricos, o que não aconteceu até hoje.

A unidade foi inaugurada em 2014 pela Chery, a primeira da chinesa no Brasil. Foram três anos de obras e investimento de US$ 400 milhões, com o objetivo de aumentar a participação no mercado brasileiro, mas os números não decolaram.

Em 2017, a CAOA assumiu metade da operação da montadora Chery no Brasil. A parceria tinha a expectativa de reverter o fracasso de vendas e metas, impostas pela multinacional chinesa, para atuação no Brasil.

 

 
FONTE/CRÉDITOS: G1
POR REDAÇÃO

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