A Polícia Federal concluiu que o pen drive encontrado no banheiro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, é irrelevante para as investigações em curso.
O laudo pericial, entregue nesta segunda-feira (21), apontou que o dispositivo continha apenas arquivos de músicas gospel e algumas fotos, sem qualquer informação de interesse para o inquérito que apura tentativa de obstrução da Justiça e ataques à ordem democrática por parte de Bolsonaro e aliados, incluindo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O pen drive foi localizado por agentes da PF durante operação de busca e apreensão realizada na sexta-feira anterior, que também resultou na apreensão de cerca de US$ 14 mil (equivalente a R$ 77 mil), R$ 8 mil em espécie e uma cópia impressa de uma ação movida pela plataforma Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Ao comentar o caso, Bolsonaro afirmou que desconhecia a existência do pen drive e que nunca utilizou um dispositivo do tipo. “Vou perguntar para minha esposa se é dela. Eu nunca abri um pen drive na minha vida”, disse o ex-presidente, acrescentando que nem sequer possui um laptop em casa. Segundo ele, uma agente da PF pediu para usar o banheiro e, ao sair, teria informado que encontrou o objeto.
Apesar de a perícia não ter identificado nenhum conteúdo comprometedor no pen drive, os materiais apreendidos continuam sob análise e foram incorporados ao inquérito. O celular pessoal de Bolsonaro também está sendo examinado. O ex-presidente permanece sob medidas cautelares impostas pelo STF, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com investigados. Ele classificou a imposição das medidas como uma “humilhação” e segue afirmando que está sendo alvo de perseguição política.