A mortandade de peixes registrada no Lago do Parque Califórnia (região leste), em Jacareí, mobilizou o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Moradores denunciaram a ocorrência e levantaram a suspeita de que o problema possa estar relacionado ao lançamento de esgoto no local. Imagens feitas na manhã de sábado (31) mostram peixes mortos na água.
Após reclamações da população, a Cetesb realizou uma vistoria no local também no sábado. Os técnicos constataram a presença de diversos peixes mortos e observaram alterações no aspecto da água. Diante da situação, o órgão ambiental entrou em contato com o SAAE e solicitou a investigação das redes coletoras de águas pluviais e dos demais dispositivos do sistema de esgotamento sanitário existentes no entorno do lago.
A autarquia também deverá realizar as correções necessárias e encaminhar à Cetesb um relatório com os locais vistoriados, os resultados da investigação e as medidas adotadas.
INVESTIGAÇÃO E ANÁLISES
Em nota encaminhada, o SAAE informou que está apurando a situação. A autarquia destacou que, em uma coleta realizada em setembro, não foram identificados indícios de lançamento de esgoto no lago.
Uma nova coleta foi realizada no dia 27 de outubro. Os resultados das análises laboratoriais têm previsão de divulgação na terça-feira (3). Segundo o SAAE, os dados permitirão avaliar as condições atuais da água e definir eventuais medidas necessárias.
A Cetesb informou que continuará acompanhando a situação e poderá adotar as medidas administrativas cabíveis.
TENTATIVA DE DESPOLUIÇÃO
A ocorrência chama a atenção também porque o Lago do Parque Califórnia começou a receber, em agosto deste ano, um sistema de tratamento da água por meio de bioestimulação natural, implantado pela Prefeitura de Jacareí em parceria com o SAAE.
A primeira etapa do projeto contou com a instalação de sete blocos submersos de parafina, que servem de suporte para o desenvolvimento de microrganismos naturalmente presentes na água. A técnica busca estimular a ação desses microrganismos e melhorar gradualmente as condições ambientais do lago.
Na ocasião, a atual administração municipal informou que a intervenção tinha como objetivo melhorar a qualidade da água e favorecer as condições de vida dos peixes existentes no local.
Desde a implantação do sistema, o SAAE realiza monitoramentos periódicos, com coletas, análises laboratoriais e elaboração de relatórios técnicos. Entre os indicadores acompanhados estão carbono orgânico total, turbidez, oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica e temperatura da água e do ambiente.
O lago possui aproximadamente 2,2 mil metros quadrados e é utilizado pelos moradores da região para atividades de lazer e pesca. A eficácia do tratamento por bioestimulação ainda depende da avaliação dos resultados do monitoramento.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se