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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2026
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Escola infantil de São José tem 2ª criança importunada sexualmente

Ambos envolvem outras crianças como abusadoras.

Escola infantil de São José tem 2ª criança importunada sexualmente
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Outra criança sofreu importunação sexual em escola infantil de São José dos Campos, que faz parte da rede municipal de ensino. É o segundo caso revelado em uma semana. Ambos envolvem outras crianças como abusadoras.

Na semana passada, uma criança de 5 anos sofreu importunação sexual dentro do banheiro do Cedin (Centro de Educação Infantil) Flávio Lenzi, na Vila Tatetuba, na região leste da cidade. O caso aconteceu na terça-feira (18) e estava sendo acompanhado pela Secretaria de Educação do município, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil.

Os pais da menina registraram boletim de ocorrência, relatando que a filha foi importunada sexualmente no banheiro da escola por outra criança, colega da mesma classe. O pai disse que a filha chegou da escola se queixando de dores no ânus. Ela contou que uma colega de classe a levou ao banheiro, mandou abaixar a calcinha e introduziu um dedo em seu ânus.

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A menina ainda a teria ameaçado de contar o caso para a mãe caso ela não deixasse colocar o dedo no ânus. Após ouvir o relato, os pais levaram a criança ao pronto-socorro do Hospital Municipal de São José dos Campos, constatando que o ânus da menina estava machucado. Eles também registraram um boletim de ocorrência, e o caso é acompanhado pela Polícia Civil.

Menino.

Nesta semana, uma mãe registrou uma queixa no Conselho Tutelar sobre a mesma escola. Segundo ela, o filho chegou em casa reclamando de dores no ânus. Ele contou que um colega introduziu o dedo no local e que já teria feito o mesmo com outra criança. A importunação teria ocorrido no banheiro e no parquinho da unidade.

Também nesse relato a criança passou por exames em unidade de saúde e foi constatada alteração no local. A mãe disse que ligou para a direção da escola, que teria dito que tais atos fazem “parte da curiosidade infantil”. A mãe disse que ficou “indignada” com a resposta por estar “abalada com a situação”.

Ambas as situações podem revelar um drama ainda mais profundo por parte da menina e do menino que importunaram sexualmente as crianças. Eles próprios podem estar sendo vítimas de abuso sexual por parte de adultos, e estariam reproduzindo a violência com colegas da escola. Os pais das crianças importunadas cobram acompanhamento psicológico e supervisão de adultos quando as crianças vão ao banheiro.

“Fizemos boletim de ocorrência e o caso está nas mãos dos advogados. Vamos pedir as câmeras da escola e vamos entrar com processo contra a escola. Alguém vai ter que ser responsabilizado. As duas crianças não poderiam ter ido sozinhas ao banheiro, sem a supervisão de um adulto”, disse o pai da menina.

“Minha filha está traumatizada. Chora e não quer mais ir à escola. Isso abala todo mundo. Não conseguimos dormir direito depois do que aconteceu. Vamos ter que lidar com essa situação para ela voltar para a escola”, afirmou.

Outro lado.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de São José dos Campos informou que, em relação à denúncia no Cedin Flávio Lenzi, a família foi “prontamente acolhida na escola para receber todos os esclarecimentos e orientações necessárias”. Os pais também foram recebidos pela Secretaria de Educação nesta sexta-feira (28), onde “todas as orientações foram reiteradas”.

“Desde o primeiro atendimento, a Secretaria de Educação e Cidadania, em conjunto com a direção da OSC (Organização da Sociedade Civil) responsável pela gestão compartilhada da unidade, imediatamente iniciou as apurações e adotou os protocolos internos referentes a essas denúncias e/ou ocorrências. Também comunicou ao Conselho Tutelar”, disse a administração municipal.

Que completou: “A Prefeitura reforça que todas as escolas municipais têm uma rede articulada de proteção às crianças. Casos suspeitos podem ser comunicados à direção que está preparada para ajudar. Denúncias de violência contra a criança também podem ser feitas pelo telefone 181 ou 100”.

FONTE/CRÉDITOS: OVALE
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POR REDAÇÃO

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