Como funciona o acesso ao tratamento
O medicamento pode ser solicitado por meio do Núcleo de Memória da Alta Diagnósticos, marca de diagnóstico por imagem e medicina laboratorial da Dasa, que realiza tanto a investigação quanto o acompanhamento de pacientes com queixas cognitivas. O diagnóstico é feito com base em exames de sangue e de líquor (o líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal) que identificam marcadores biológicos da doença, além de um exame de imagem chamado PET-CT cerebral, capaz de mostrar o acúmulo de proteínas associadas ao Alzheimer no cérebro, e de um teste genético que identifica a variante do gene APOE4, associada a maior risco de desenvolver a doença.
A terapia está disponível em unidades de São Paulo e Rio de Janeiro, exclusivamente na modalidade particular. O início do tratamento depende de prescrição médica e de avaliação prévia dos critérios clínicos de elegibilidade do paciente, com acompanhamento especializado ao longo do processo.
O que muda em relação a tratamentos anteriores
As abordagens terapêuticas usadas até então no tratamento do Alzheimer tinham como foco o controle de sintomas relacionados à memória, ao comportamento e à funcionalidade do paciente. O Leqembi representa uma mudança nessa lógica, ao atuar diretamente sobre os mecanismos biológicos associados à progressão da doença.
O que dizem os estudos
O medicamento foi aprovado com base em estudo publicado no periódico científico New England Journal of Medicine. A pesquisa não detalha os efeitos isolados da substância sobre funções específicas, como memória ou linguagem, mas demonstra benefícios relacionados à cognição e à autonomia dos pacientes acompanhados ao longo do tempo.