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Terça-feira, 26 de Maio de 2026
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Anvisa aprova primeiro remédio oral para tratar e prevenir enxaqueca ao mesmo tempo

Nurtec ODT, da Pfizer, age bloqueando proteína ligada à dor e à inflamação e pode ser usado tanto durante a crise quanto de forma preventiva

Anvisa aprova primeiro remédio oral para tratar e prevenir enxaqueca ao mesmo tempo
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Nurtec ODT, medicamento indicado para o tratamento agudo e a prevenção de crises de enxaqueca. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União.

Produzido pela Pfizer, o remédio tem como princípio ativo o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, molécula que bloqueia a ação do CGRP, proteína envolvida na transmissão da dor e na inflamação durante as crises. O comprimido é orodispersível, dissolve na boca e pode ser usado tanto no momento da crise quanto de forma preventiva, conforme orientação médica.

Para a neurologista Sara Casagrande, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleias e da International Headache Society, esse é o principal diferencial do medicamento. Ao contrário dos bloqueadores de CGRP já disponíveis no Brasil, em sua maioria injetáveis, o Nurtec reúne as duas funções em uma única apresentação oral. A especialista destaca ainda que o remédio não provoca vasoconstrição, efeito que limita o uso de alguns tratamentos tradicionais em pacientes com risco cardiovascular.

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Ele é específico para enxaqueca. É um analgésico desenvolvido para agir diretamente nesse mecanismo inflamatório”, afirma Casagrande.

Um estudo de fase 3 publicado na revista The Lancet avaliou a eficácia do rimegepanto em adultos com histórico da doença. Após dose única de 75 mg, 21% dos pacientes ficaram sem dor em duas horas, contra 11% no grupo placebo. A melhora no sintoma mais incômodo, como náusea ou sensibilidade à luz e ao som, foi observada em 35% dos tratados com o remédio, ante 27% no grupo controle. Os efeitos adversos mais comuns foram náusea e infecção urinária, ambos em baixa frequência, sem registro de eventos graves.

O rimegepanto pertence à classe dos “gepants”, medicamentos desenvolvidos especificamente para enxaqueca. Outros fármacos do mesmo grupo ainda aguardam aprovação no Brasil. A neurologista ressalta que pacientes brasileiros já importavam o produto por conta própria antes da autorização nacional.

A Anvisa aprovou o medicamento nas apresentações de 2, 8 e 16 comprimidos de 75 mg, com registro válido até maio de 2036. Preço e data de início da comercialização ainda não foram divulgados.

POR REDAÇÃO

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